Julien Tixie O som de suas ancas movimentando-se pelo espaço, vibrando pelo vento, é de um deslumbre imensurável, pelo pensar que desnorteia o roçar de teu vestido sobre a pele, como se a tez se arrepiasse de tão fino tecido, tão delicada pele e tão suave brisa. Você ensaia me ensinar um mantra enquanto observo teus pulsos ornamentados e tuas mãos deslizarem em direção ao ventre em sinal de infinito... Mão esquerda por baixo da mão direita, polegares que se tocam suavemente. Algo me desperta enquanto imito teus gestos e observo teu colo semi nú. Há um hemisfério fora daqui, onde carros buzinam insensatez, perigo, medo... Ao longe se ouve ruídos, embora quase toda sonoridade externa seja abafada pelo som da brisa nas copas das árvores e pela música indiana tocando na sala. Há corações inquietos, acelerados lá fora e aqui dentro o meu também aumenta o ritmo. Mentes que se sabotam e negam o que sentem e nem sequer sabemos o que queremos de fato. Quando os olh...
eu tinha um poema conquista ele era todo receptivo instigante cheio de ousadia um poema convite [aberto e havia nele certa vulnerabilidade das missivas alguns tropeços de quem não se permite presença o poema voou foi alto um poema trilha nas montanhas íngremes de uma página em branco e como dizem o vôo antecede a queda ocorreu do poema ir longe demais... e ser deixado solo em folhas craft um, poema adaptado ao nível dos mares... não houve queda literalmente na verdade ele ex plo diu e se frag-men-tou dando origem a vários poemas inéditos e d.i.s.p.e.r.s.o.s. tento catá-los ao ar na inútil forma de juntá-los e me recompor os pedaços Rosa imagem: Anatoli
— como se faz o tocar? alguém sabe me dizer? não, não... me deixe tentar — os dedos giram no espaço onde este se abre... 《penso》 o corpo se volta movimento talvez rodopie e alcance algo em seus músculos, mas é todo pele unhas, pelos um tanto de apelo mesma matéria de terra que sente a febre, a mordida o calor do perímetro quando há presença no entorno tocar é quase sentir febre quente que somos recarregáveis um ao outro irrigados até às extremidades pelo ferro e sódio de nossos sangues as nossas margens esfriam quando o coração bombeia forte 《quase por defesa》 quando o corpo não acalenta o outro ou ainda não sabe, como fazê-lo — amor! emotivos que ficamos quando ocorre o toque ser desejo lembro pouco, muito anseio n...
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