Julien Tixie O som de suas ancas movimentando-se pelo espaço, vibrando pelo vento, é de um deslumbre imensurável, pelo pensar que desnorteia o roçar de teu vestido sobre a pele, como se a tez se arrepiasse de tão fino tecido, tão delicada pele e tão suave brisa. Você ensaia me ensinar um mantra enquanto observo teus pulsos ornamentados e tuas mãos deslizarem em direção ao ventre em sinal de infinito... Mão esquerda por baixo da mão direita, polegares que se tocam suavemente. Algo me desperta enquanto imito teus gestos e observo teu colo semi nú. Há um hemisfério fora daqui, onde carros buzinam insensatez, perigo, medo... Ao longe se ouve ruídos, embora quase toda sonoridade externa seja abafada pelo som da brisa nas copas das árvores e pela música indiana tocando na sala. Há corações inquietos, acelerados lá fora e aqui dentro o meu também aumenta o ritmo. Mentes que se sabotam e negam o que sentem e nem sequer sabemos o que queremos de fato. Quando os olh...
estava no supermercado e tive que sair correndo. senti algo úmido na minha calcinha, me assustei e apertei os passos em direção a loja. entrei correndo e subi os degraus da escada caracol em desespero. no estoque, abaixei a calcinha e vi que não era sangue, mas percebi meus seios em arrepio. os toquei com alguma força, e carinho. deslizei as mãos dos cabelos até a cintura. acariciei meu clitóris com os dedos em frenesi enquanto ficava cada vez mais úmida, e com os mesmos comecei a me penetrar com força brutal, me contorcendo e fazendo pressão com as pernas e nádegas e pressionando meu clitóris duro de doer, assim eu estava sôfrega desinibida, dava pausas para retardar o gozo, só mais um pouquinho. queria sentir, apenas sentir! o delírio do desejo me entorpecendo... entender a fluidez do meu corpo tenso e relaxado, frio e quente e todo aquele líquido que meu corpo pulsante expelia. era isso... o céu se abrindo! era isso que sentiam os devassos na noite ao se darem uns aos ou...
o fio passa pela ferida atando um lado ao outro, o fio de coser palavras, mirar espelhos, de bordar as dobras, de enrugar paisagens. se segue uma trilha, amarra a outra. — não tem jeito! parece trem de partida, talvez pudesse ser de chegada, mas é trem que retorna fidedigno. — este fio é como trilho de linha férrea! eu de cá, sob meu ponto de vista... me abro para deslisar meus cabelos sobre o colo dando nova rota, novo destino, nova poesia, nova canção. até mesmo novo abraço sobre o peito aberto que me recebe. este fio traça nova linha no meu olho, desfigura a curvatura das maçãs de meu rosto aumentando a covinha lateral quando rio de emoção. ou se eu chorar... talvez. nós nunca sabemos até onde foi o rasgo, até abrir o tecido. se vai precisar de mais linha, se vai dar mais corda, trilhos ou dormentes. — e se sobrar ausências? — e se a gente for meio que moldura fresca em mãos de artesão? é meio que crer em ponto cego, contar apenas com o reflexo, ou com o dedo que ...
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