ficar é sempre confortável é inevitável ter de ir além daqui agora mesmo, não sei onde estou em algum momento, irei mesmo que não saiba o destino Ipanema, Ponte, Pecado e enquanto não vou permaneço no escuro e no escuro não vejo a borda e mesmo centro de passagem para o claro, se desfigura como se tudo fosse de um olhar esmaecido um blur e insisto em não tirar os olhos ao que me alucina certamente por isso não me movo e narro o que vejo na escrita que tateio - os dedos cheios de gozo por isso esse não lugar onde só o pensar resiste se te vejo tão atenta como não verei o apagamento? mesmo que seja eu, a negar o convite por uma exaustão de raciocínio necessito estar atenta adaptável aos movimentos ao calor dos corpos e seus cheiros no final é tudo que resta aos cegos mas se quiser, sair da mira ouvirei teus ruídos e murmúrios estática, porém mãos erguidas, pedindo atravessamentos a quem não tem nada a oferecer por ser vazio rosa a.