O indizível
onde dor e afeto se misturam como encontro de salivas que distantes recapitulam o ato — não te dói? no ardor da tua pele me perdi de minhas diretrizes a rota era simples beber até me saciar de teu sexo sentir teu peito palpitar de afeto mas, um corpo em chamas sofre ao frio não sou a mesma que negara o amor como uma rocha digo: aprendi com sua liberdade a me despir do que cria, real e potente; da avidez que combate e nua se entrega como a arte das palavras é dada solar à boca de tua prece - e me transpassa a chispa - tu tens a liberdade e uma eternidade para que o digas eu seguro as consequências, sou forte... — vê? não sei dizer nada além do filete d'água que escorre em meus lábios de desejo... e da emoção de te ler em cada linha tão real, e presença... tão você! - não há respostas aqui - estou aberta a qualquer atravessamento quer seja de alegria ou indizível pois que nada é tão fácil como percebe a criança lambu...