Olá estranho...
— como se faz o tocar?
alguém sabe me dizer?
não, não... me deixe tentar
—
os dedos giram no espaço
onde este se abre...
《penso》
o corpo se volta movimento
talvez rodopie e alcance algo
em seus músculos, mas
é todo pele
unhas, pelos
um tanto de apelo
mesma matéria de terra
que sente
a febre, a mordida
o calor do perímetro
quando há presença no entorno
tocar é quase sentir febre
quente que somos
recarregáveis um ao outro
irrigados até às extremidades
pelo ferro e sódio de nossos sangues
as nossas margens
esfriam quando o coração bombeia
forte
《quase por defesa》
quando o corpo
não acalenta o outro
ou ainda não sabe, como fazê-lo
—
amor!
emotivos que ficamos
quando ocorre
o toque ser desejo
lembro pouco, muito anseio
não que ande esquecida
minha pele é que se perde
faz tempo, ela
não conversa, perto
de teu corpo 'estranho, muralha
de contenção e suor
no intrínseco
de meu corpo 'estranho, fácil
e... tátil
você, ninguém
que me diz um nada
Rosa
Imagem: Acehz

Comentários
Postar um comentário