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uma vez disse num divã

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—sofro de ausências sofro de pausas e do antes estou num descampado e nele às vezes danço  faço do vento corpo uso das palavras  numa campina que cresce e é podada ao mesmo passo como quem grita num prado em estado de nada e uma flor acontece meu corpo reage e tenho febres  e os banhos me tiram da pausa então me concentro con-centro como em hipnose, ou em queda quando despenco, ou ardo se espera na pausa ardente  pausa é ausência que arde o antes sentido é onde se encontra o feixe  o foco o alcance  o choque e existe sentido na ausência  quando ardo  uma vez refleti num divã "umedeço no durante  associação mental de acontecimentos? a pausa é o segredo da ausência? nela sofro de acontecimentos  — intervalos ocos? melhor ficar inerte e arder em queda enquanto tudo acontece e não me interessa pois do acontecimento" te digo __eu quero é o esbarrar da minha pele na tua para adermos juntos e dentro e fora e dentro__ rosa a do caderno de anotaç...

para onde você parte?

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a esperança jaz na sacada em hipnose noturna de quem se sabe só, sob as estrelas. há um trilho vasto que leva a lugar nenhum, que trouxe na bagagem muitas histórias. da sacada avista-se o trilho, o trem que chega, o trem que parte, as batidas dos dormentes contra as britas. o estrondo que silencia tudo que  a noite cala. o filtro dos sonhos parece trepidar contra o vento, despertando de qualquer ilusão, ou delírio febril  aquele que dorme.    vagão por vagão,   partem todos...  e sobrevém o nada  do destino que não se sabe. resta uma suave brisa acariciando a face de quem fica e, dos rebeldes que partem com os rostos para fora, buscando um adeus  e acenando para o nada rosangela a.