uma vez disse num divã
—sofro de ausências sofro de pausas e do antes estou num descampado e nele às vezes danço faço do vento corpo uso das palavras numa campina que cresce e é podada ao mesmo passo como quem grita num prado em estado de nada e uma flor acontece meu corpo reage e tenho febres e os banhos me tiram da pausa então me concentro con-centro como em hipnose, ou em queda quando despenco, ou ardo se espera na pausa ardente pausa é ausência que arde o antes sentido é onde se encontra o feixe o foco o alcance o choque e existe sentido na ausência quando ardo uma vez refleti num divã "umedeço no durante associação mental de acontecimentos? a pausa é o segredo da ausência? nela sofro de acontecimentos — intervalos ocos? melhor ficar inerte e arder em queda enquanto tudo acontece e não me interessa pois do acontecimento" te digo __eu quero é o esbarrar da minha pele na tua para adermos juntos e dentro e fora e dentro__ rosa a do caderno de anotaç...