para onde você parte?
a esperança jaz na sacada
em hipnose noturna
de quem se sabe só,
sob as estrelas.
há um trilho vasto
que leva a lugar nenhum,
que trouxe na bagagem muitas histórias.
da sacada avista-se o trilho,
o trem que chega,
o trem que parte,
as batidas dos dormentes
contra as britas.
o estrondo que silencia
tudo que a noite cala.
o filtro dos sonhos parece trepidar
contra o vento,
despertando de qualquer ilusão,
ou delírio febril
aquele que dorme.
vagão por vagão,
partem todos...
e sobrevém o nada
do destino que não se sabe.
resta uma suave brisa
acariciando a face
de quem fica e,
dos rebeldes que partem
com os rostos para fora,
buscando um adeus
e acenando para o nada
rosangela a.
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