Postagens

Mostrando postagens com o rótulo poetas latinos

em tuas linhas...

Imagem
me permitir trocar as palavras ser e sentir pelo - sopro - que sou do momento em que era o cheiro o calor  a sombra presente em mim, em ti e ser uma pausa —sem recapitular? me é impossível  pois muito sinto  e fui  como sou diante o disparar do tic-tac das horas que ligeira és  com este ponteiro que tu me lanças  incansável  não me pesa a menina  que ainda sou nem a mulher em mim mas Vida, vai devagar comigo? é que fácil  me perco em tuas linhas Rosa  Imagem: Elfy do caderno de anotações: um amor duro demais

uma vez disse num divã

Imagem
—sofro de ausências sofro de pausas e do antes estou num descampado e nele às vezes danço  faço do vento corpo uso das palavras  numa campina que cresce e é podada ao mesmo passo como quem grita num prado em estado de nada e uma flor acontece meu corpo reage e tenho febres  e os banhos me tiram da pausa então me concentro con-centro como em hipnose, ou em queda quando despenco, ou ardo se espera na pausa ardente  pausa é ausência que arde o antes sentido é onde se encontra o feixe  o foco o alcance  o choque e existe sentido na ausência  quando ardo  uma vez refleti num divã "umedeço no durante  associação mental de acontecimentos? a pausa é o segredo da ausência? nela sofro de acontecimentos  — intervalos ocos? melhor ficar inerte e arder em queda enquanto tudo acontece e não me interessa pois do acontecimento" te digo __eu quero é o esbarrar da minha pele na tua para adermos juntos e dentro e fora e dentro__ rosa a do caderno de anotaç...

retorno ao nível do mar

Imagem
as marés te puxam, te sugam e empuram e o profundo fica para trás como os pavores da infância inalcançaveis pego numa rede de intrigas uma traineira à deriva faz emergir um peixe dos grandes emergir é necessário ao peixe à vida e como um pêndulo preso pela nadadeira caudal ... é exposto o peixe mais uma vez que relutante se enrosca ao ponto de se virar se solta e volta ao conhecido velho mar de afagar temor de virar fatias cruas em barbas ásperas de sal, sol e maresia nadar, nadar, nadar... boiar, e ao fazê-lo alcançar estrelas suspensas no imenso céu oposto desbravar ondas ir de encontro a uma jubarte que o ama mas o lança fora nas areias ele tenta o retorno, mas a jubarte volta às profundezas por um tempo necessário há conchas em seu espiráculo pérolas perfeitas de ostras sofridas resíduos de lixo marinho na areia onde as ondas ferem as rochas o peixe expande o peito comprimido... grita! - "A distant ship's smoke on the horizon You are only coming through in waves Your lips ...

pequena ilha

Imagem
j á te falei como as placas tectônicas se movem no mar? numa profundidade absurda são necessárias erupções e a constância delas formam artérias incandescentes subaquáticas entre as entranhas da Terra e o Oceano que ferve e resfria a pressão, o calor formam línguas, incandescentes a lamber tudo o que encontram à frente um desastre lindo um desafio de aniquilar tudo que ao encontro da superfície levado ao éter entre tempestades elétricas e ventanias abaixo das plumas de cinzas rochas se chocam, se brutalizam e se atritam indomáveis eis que as bocas beijam o céu, eclodem este é o estágio onde o sólido, líquido e gasoso tem um encontro marcado - uma triangulação insólita até a inatividade tudo é caótico vibra e treme os arredores, e o mar dança um tango com a Terra, num recuar, roçar e se lançar por conter carbono, fósforo e toda uma cadeia específica de elementos algo surge ilha cercada e a vida se espalha - eis o que há (...) e mesmo que continentes se criem eles só servem para nos delim...

Belo

Imagem
— que delicado é lidar com o coração do outro... e só agora me veio a flor particular que há em teu peito que qualquer movimento despetala. o que sente a flor quando tocada, em suas pétalas? que cheiro exala em seu olfato? qual gota de orvalho a umedece? e o que sentes... quando sentimos teus espinhos? o que sentes quando acarinhado? com quais quais matizes desabrocha o amor em ti? será que tatua a pele? ou, só ...risca suave sob a pena, o teu cansaço? me sinto tocando a Graça maior do Universo. descansa, Colibri! rosangela a.

para onde você parte?

Imagem
a esperança jaz na sacada em hipnose noturna de quem se sabe só, sob as estrelas. há um trilho vasto que leva a lugar nenhum, que trouxe na bagagem muitas histórias. da sacada avista-se o trilho, o trem que chega, o trem que parte, as batidas dos dormentes contra as britas. o estrondo que silencia tudo que  a noite cala. o filtro dos sonhos parece trepidar contra o vento, despertando de qualquer ilusão, ou delírio febril  aquele que dorme.    vagão por vagão,   partem todos...  e sobrevém o nada  do destino que não se sabe. resta uma suave brisa acariciando a face de quem fica e, dos rebeldes que partem com os rostos para fora, buscando um adeus  e acenando para o nada rosangela a.