transmutação
Julien Tixie O som de suas ancas movimentando-se pelo espaço, vibrando pelo vento, é de um deslumbre imensurável, pelo pensar que desnorteia o roçar de teu vestido sobre a pele, como se a tez se arrepiasse de tão fino tecido, tão delicada pele e tão suave brisa. Você ensaia me ensinar um mantra enquanto observo teus pulsos ornamentados e tuas mãos deslizarem em direção ao ventre em sinal de infinito... Mão esquerda por baixo da mão direita, polegares que se tocam suavemente. Algo me desperta enquanto imito teus gestos e observo teu colo semi nú. Há um hemisfério fora daqui, onde carros buzinam insensatez, perigo, medo... Ao longe se ouve ruídos, embora quase toda sonoridade externa seja abafada pelo som da brisa nas copas das árvores e pela música indiana tocando na sala. Há corações inquietos, acelerados lá fora e aqui dentro o meu também aumenta o ritmo. Mentes que se sabotam e negam o que sentem e nem sequer sabemos o que queremos de fato. Quando os olh...
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