mais forte!

 



muito mais forte que um potro selvagem
a mão que aperta o pescoço
onde bafeja por detrás
palavras putas, profanas
mais forte!
a carne não perdoa a pele
que penetra
mundana, outra carne, a carne coisa...
tem fome e é voraz
e se ergue como a égua
em prados e se rasga
para sentir
a eletricidade percorrer a crina
o formigamento
a penetração a enrijecer os músculos
o tormento do amansar o tenso do semblante
o pressionar, o relaxamento
a suavidade das cavidades
entre ósculos enternecidos
dos amantes
para na pequena morte
eternizar, como inesquecível(...)
ah, o abalo do tremor...
que faz do corpo, espasmo
o gozo!
nada sentir
para sentir-se
mais potente
o mais forte
que a carne exige
enfim sobre a pele última
o pouso
aterrissagem do corpo que forte!
cansa,
e adormece,
e repousa sobre o exausto do 'meu corpo
e não sei mais o caminho
me perdi na relva de teus olhos
enevoados
guardados em um resquício de memória
de quando me eram nítidos
e dentro de minha carne
me dedilhava
foco cravado
... muito mais forte!

rosa a.


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