descanso das íris
dentro dos olhos cansados,
poluídos pelo uso e seus excessos,
há um lago que borbulha
efervescências...
vazantes
de encontro ao mangue
que de tanta vida,
transparece entre os juncos
em bioluminescências
noturnas
...quando noite de lamparinas,
tudo carece de estrelas e da lua entre nuvens, tímida
e os pássaros não repousam
explode em luzes a natureza,
junção de fogo que não queima,
terra, lama e céu
um caldeirão de vapor
onde a vida grita
e logo ao amanhecer
corre a desembocar no mar
sua essência
as águas frias
os fazem deslocar
numa corrente entre polos
fazendo de rotas as linhas continentais
deste oceano, em nós
então que tais olhos conclui...
somos todos ilhas
e necessitamos contato imediato
de resto, nada sabemos do externo
pois onde a carne toca, "tudo é Mar!"
rosa a.

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