Te devo desculpas...



estou em algum ponto que não sei, a catar com as mãos o vento roçando os dedos
uma busca vaga de tocar o etéreo em ti
talvez na próxima estação
ou preso na aduana da atracação
estou marina com seus nós de marinheiro todos desfeitos quando deslizo os dedos em seus fios e o liberto, e pode ser aquele que és
em algum ponto que não sei se estou
estendo as mãos que afagam nas marolas o tátil encontro com as águas
no tempo onde as árvores desfolham secas ao chão, mas sempre belas
como a vida é, incansável beleza e caos
e se te vejo
e se não te alcanço palavras, e perco a fala, perdida que estou
que me digam teus distantes olhos que me queimam...
do céu rajado de todas as cores outonais que tola quero decifrar, e não sei dizer que cor é a mais ínfima, que talvez seja onde estou
enquanto minha humanidade grita
- te quero mar!
e queres o silêncio e não apenas
...tens uma eternidade e infinita é a beleza apesar da degradação comum aos homens obstinados
te quero mais, te quero mar, e dizes
- não me queira...?
quando não sei
e vasculhei o entre de cada palavra para me achar
e queria estar, mesmo que fosse no teu silêncio
e não me acho
quem sabe, encontro...

rosa a.

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