Hibernando - junho de 23

 



eu, princípio básico do nada

poesia árida
sem brida

desatenta ao espaço que me abriga

contorno do vento
bailar das roupas num descampado
solo
medito
nada me domina...
consciência
corpo que definha

ilusões impostas pela vida
demanda
o outro perdido entre
vaidade, vaidade, vaidade
nem eu me detenho
sigo no fluir
viagem, delírio, caminho...

só a escrita
que me doma
...me cativa
rosa ataíde

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