o fim é sempre um recomeço



não é sobre
o clima árido do inverno
não é sobre o clímax dado
aos corpos cálidos estirados
sobre o tatame em que lutamos
e somos vencidos
ou sobre os vãos
nos tapumes de nossos versos
talvez seja,
a falta do timbre na voz
de quando não sabemos compor o poema
ou não entendemos a letra
que pende o traço na margem
há o anseio em agarra-la,
antes que o abismo a trague
no esquecimento
creio, seja isso
de querer significar
o que por si,
dispensa
qualquer linguagem
e diz, amor, pois que é amor o zelo...
ao dizer de um nada, com certo afeto,
apenas um fim, sem perdas
nunca uma lâmina a dividir a vida
incapaz de deflagrar uma bomba
no peito, outro
assim, o fim é sempre um recomeço
(sem ponto final)
um fim reticências...
Rosa
Fotos: "i_am_four-eyes" de Bangkok.


 

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