Escrevo Bruto como os Homens
toda vez que estudo poesia
ela sai pela porta,
limpa os pés na soleira
e em seu limiar me diz...
Só volto quando estiveres pura
dessa vaidade, tola.
é que me "cativa" vez por outra
uma forma poética
em seu rigor.
e a poética se rebela, me tira
a poesia das vistas,
a pena da mão,
o sentido dos dedos,
o olhar.
nada me sai de dentro...
que chega dói
a língua ao sussurrar
a saliva azeda.
escrevo bruto,
sem rigor
e duro.
como os homens...
alguns!
até cansar de brincar de perfeição
e ela me volta...
livre,
a discorrer na pena
a carne crua,
a saliva doce
...fêmea, flor
Rosa

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