Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2025

Senhor, Senhora

Imagem
  são poemas que escrevo em finas linhas  onde desliza meu corpo esquivo tais escritos dado ao corpo esguio o corpo exímio  de um Senhor que me profana a carne o derrame de meus versos e os renega Senhor estou a riscar emoções  sobre tua Montanha de neve que milhões de lágrimas  quentes e nenhum risco a derrete Senhor, Senhora... Deus, Montanha ouçam os gritos que ecoam são poemas Senhor,  Senhora  Deus, Montanha é um corpo que cai de pé  entre brumas e escamas de gelo o chicoteia  Senhor insisto, são poemas tão velhos quanto o Verbo que tu deste, e... - move Montanha - Senhora são emoções  que nada derretem e tanto insisto nos poemas, nas palavras, no Deus, sobre teu peito de frio o açoite da brisa e do gelo que só abrasa e vaporiza geada quando sou a intensidade  de um vendaval uma lava cuspida por tua boca em poemas de fúria  avalanche, iceberg até que a Paz me adormeça  silente  gelo Senhor, Senhora / Deus, Montan...

Trincheira

Imagem
coração batendo forte  na caixa torácica  bombardeia meu fluxo sanguíneo  eu sinto! (sinto muito) se nem meu coração me perdoa quem dirá a vida a qual cheguei apanhando  atordoada, eu juro... eu queria ser leve brisa carícia nas palavras mas sou cheia de farpas e faíscas nas pontas dos dedos  queimando ao vento quase trinco a película  protetora  da tela que me ilumina  acho que tal palpitar acelerado  é por justa reclamação cardíaca! por eu não saber amar suave, e por ser intensa nas coisas que sinto __estrondosa! nunca me ensinaram a ser mansa como dizem ser o certo, amar os sabedores  mas como eu saberia? meu coração sabe do amores que vivi e das almas perdidas (lamento)... sabe ainda daquele amor impossível  e todas as somas que cabe ao amar ...sabe o quanto palpito  taquicardiaca   explosiva                                  ...

Po di Sangui

  Tudo aqui é tempo, é agora, e... O amanhã está longe! Ainda que seja na ausência de um ponteiro, ele se revela no espelho que acende a candeia no solo, não antes de uma lente fixar um fiar e um tecer de prosa sobre a quebra de costumes onde o amor torna um único nome em dois, e dois seres fossem, um mesmo corpo vindo da mesma mãe e tempo, na terra mãe, como se o tempo repousasse, e num despertar da ancestralidade marcada que se anuncia, ora pela morte, ora pela vida... ressoa a pergunta... quem de nós está morto?  Na pausa desse durante a subjetividade diz que chega o tempo de ir para um não lugar, por sobrevivência e nessas horas, para onde você parte? Para onde, você volta?  Se não há  tempo, ainda há a seiva que escorre em direção à finitude de tudo que se conhece dança, corpo/lugar... uma dança para além do corpo que se move e coubesse aos olhos dançar com o sol e a brisa que dá corpo ao amante por entre as águas, sobre a planície, é o tempo que dança e são os ...