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Vida

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puxa o arreio enquanto me lambe a face me suspenda o corpo ao me laçar enquanto nesse estábulo fico arredio me morde para que eu, grite ao gemer me lança em precipício e não me deixe trotar ...em direção ao abismo me dê gozo, Vida me tire lágrimas se for preciso __ contra o vento, meus olhos lacrimejam ante ao furacão do abraço outro ainda que esteja vazio, ou perdido e diante a ti, Vida desafio com um sorriso sacana — você não consegue, mais que isso? e eis que você aperta meu pescoço até não sobrar nenhuma fúria em ti nenhuma força em mim e após, peço num quase inaudível sussurro — Vida, pisa leve assim machuca está doendo um pouquinho me apazigua Rosa  

gosto da espessura do mel

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  gosto da espessura do mel escorre grosso e pesado afina em fio sobre o dedo gosto de geleia de pimenta ela me lembra o ser mulher a boca ardente em lábio avermelhado lembra eu te pedindo um beijo com o olhar mole agora mesmo observo o mel esparramado em meu umbigo meu deu vontade de sentir algo diferente sobre minha pele ... foi inútil lembrei tua língua na minha nuca você por trás de mim me dando um castigo com os dedos em meu sexo nu me afinando para me tocar fundo após eu arder você é meio esse mel! já se provou? rosa a.

alguma coisa aconteceu - 2011

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  O tempo corre alucinado em oposição as vaidades que se tem. - Se esmera! Só nos salva a rudimentar visão a contemplar o amor que perdura. O amor que se vai... - Perceba o amor que fica ... Ou o que sobrou dele! Fui desintegrada por todos os amores que tive. Trago comigo vestígios de cada um. Mudança código genética. Não sei se o amor ou a vida... - vida e amor é a mesma coisa. Não importa! Alguma alquimia aconteceu. rosangela a. os poemas que se seguem no luto, ou após julho de 2011, tem um peso. algo mudou

prova de vida

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Dizer, - adeus! A poesia, essa que escrevo, a poesia é minha, e ressoa... ainda que em corredores vazios. Enquanto eu quiser direi poemas, contos, prosas, não deserto daqui. Isto ninguém me tira, nem o tempo, nem o silêncio que ficou. Isso de poética, poiésis, ahh, nada a declarar. Mas a mão que fecha a porta, hoje menor, do que eu imaginava ser. Uma mão menino. Saiu para erguer pipas e rompeu o cabresto. Pipa voada, é risco de vida. E dou prova... Estou viva!

Recado do Sol

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  Talvez sim, talvez não... você se questione, e são questionamentos válidos... "Quem é essa para se posicionar com relação a tais causas?", "Em que isso agrega na vida dela, na minha?". De certo a resposta para tais questões seja o grande "Ninguém", seguida do grande "Nada". Mas digo... que Marte meu oposto complementar me alerta, meu Júpiter em Peixes me dá a vontade, meu Mercúrio em Escorpião me traz o pensamento, meu Saturno em Câncer a razão, como o Sol em Vênus, a imaginação criadora, a fantasia, a necessidade! Pois que meu Plutão em Libra, me convoca a contactar e conectar através do co/mover do afeto. É que o Sol, e "eu ouço bem, obrigada!", me diz todo dia em seu esplendor ao nascer, me lançando seus raios... Pegue a pena, poeta! E daí, quem julga que não sou. Não sei não me posicionar de acordo com minha linguagem, gosto de trazer o pensamento, a reflexão, fazer emergir em quem me lê a capacidade de "pensar", eu p...

Ctrl R

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  não quero ver este poema não quero fazer como sempre faço escrever dizendo, num sussurro de quem saliva saudade então faço deste poema um poema mudo que só o há som das teclas a se arrastarem na madrugada que o dizem este poema como todos os poemas diz de um nada e diz de um tanto que evito então faço um acordo comigo mesma ...após escrever este poema esquecerei dele e se tiver de transcreve-lo o farei em teclas de atalho Ctrl A, Ctrl C e Ctrl V é isso! este poema é uma atalho quase um ato falho um poema que se diz tão só sem que o diga coisas que não quero sentir, ver... este é um poema dito silêncio sem imagem sem hiperfoco um poema Ctrl Z não deveria ser escrito mas que escapole por vontade própria cheio de contenções e não gosto de me conter dado esse poema, insistente pelo tempo em que insisti nele o assino em refresh eu consigo Ctrl R, Ctrl R, Ctrl R...

aqui começa uma saudade - 24/06/24

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  aqui a saudade grita... cheguei! vou-me indo! e em tais gritos que se invertem teremos um marco dela... a saudade poderia se dizer matemática calculada, porém infinita em suas probabilidades estatísticas aqui começa uma saudade e não digo apenas saudades territoriais talvez sim, da vaidade de possuir palavras das primeiras horas o ecoar delas no espaço perfumes... olhares, abraços ok inúmeras paisagens aqui decide-se que devido às turbulências o tempo é incontável o clima instável apenas os cintos e sintos serão afivelados por instinto de sobrevivência do mais encara-se qualquer destino ainda falando deste marco de saudade seja lama, terra batida, flutuar mares jardins desabitados onde f[l]ores, sejam fontes do gozo uma ida ao sétimo plano de existência onde tudo conecta e desconecta e inexiste o medo aos afins aqui decide-se que após um percurso que antecede o caos a vida perdura faço marco de saudade num cenário povoado dela ...quase grito rosa a.

Ela chega sem avisar... de junho de 24

  Acordei com batidas incessantes a minha porta... — Oh de casa! Pelo desespero das batidas, sequer lavei o rosto e cheia de remela, rosto suado, apertada para o xixi, fui atender. — Bom dia! O que deseja? — Olá, sou vendedor de seguros, estou oferecendo planos de serviços funerários, a senhora tem interesse em conhecer nossos planos? — Hahahahah, sério? Desculpa! Não consigo controlar o riso, tá de sacanagem? — Não, eu sei que pode parecer eXtranho, mas é sempre bom assegurar que tudo vai correr bem quando a gente se for. A senhora quer dar uma olhadinha? Eu ainda gargalhando, já sem conseguir respirar... — Não moço, não me tira o Norte logo agora, ainda nem lavei o rosto, que coisa escatológica! — Esca... o quê? — Esquece amigo, estou tentando me manter viva, tô cheia de boletos, não posso nem pensar nisso agora. — Ok, acho que não terei muito sucesso por aqui né? O telefone toca... — Hahahahah, me dê licença, a vida me chama, desculpa aí. Só o que me faltava a essa hora... Que...

os vincos ao redor de teus olhos

  amar tuas sombras... mais que a luz que irradia em ti e és tão Sol que provoca uma aberração cromática exposto ao azul em preto e branco há esse granulado sobre teus cabelos e face areia de mar (melhor dizer) tenho vontade de espaná-las para longe de ti mas confesso que ainda assim gosto ah! nitidez, contraste, esmaecer... que importam? são os vincos ao redor de teus olhos onde tuas sombras mais se evidenciam que me perco e, em que imagino ...são por elas que tuas lágrimas escorrem queria ser um rio, em ti e tenho ciúmes de teu choro secreto saber mais de tuas sombras que eu sequer possa imaginar sobre tuas sombras é por onde me atento por dias e altas noites que engano é amar o pior... é o mesmo que amar as sobras de um cotidiano vazio veja só... acho que sei um pouco de ti ao amanhecer esse asco, por exemplo... faz de conta que não sei que a ele recorrem os homens quando perdidos num movimento não sabem o que dizer faz de conta q...

Hibernando - junho de 23

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  eu, princípio básico do nada poesia árida sem brida desatenta ao espaço que me abriga contorno do vento bailar das roupas num descampado solo medito nada me domina... consciência corpo que definha ilusões impostas pela vida demanda o outro perdido entre vaidade, vaidade, vaidade nem eu me detenho sigo no fluir viagem, delírio, caminho... só a escrita que me doma ...me cativa rosa ataíde